29 janeiro 2016

NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO ÀS PICHAÇÕES NA FACULDADE DE DIREITO

NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO ÀS PICHAÇÕES NA FACULDADE DE DIREITO
O Centro Acadêmico de Direito “Edson Luís”, com o apoio do Conselho dos Representantes de Turma, vem a público mostrar profunda consternação aos atos de falta de respeito ocorridos no fim do “SARAR-TE” - evento organizado pelo Movimento “Novos Rumos” e que não teve nenhum envolvimento com o CADEL.
Antes de tudo, queremos ressaltar aqui, que acreditamos em ações de intervenção que busquem a ressocialização dos espaços da Universidade. Acreditamos ainda, que o evento, fora seus excessos (como o alto volume em horário de aula, o qual foi solicitado por discentes no Plantão do CADEL, para que pedíssemos a organização do evento para baixar o volume), teve uma boa intenção e um espaço interessante de desconstrução de estereótipos do curso de Direito.
Todavia, ao fim do evento, pessoas da organização do evento e de outras faculdades começaram a, a nosso ver, pichar (ao ver deles, fazer arte de protesto) nas paredes dos blocos da FAD, o que causou revolta dos alunos do noturno que estavam saindo das salas, após o fim de suas aulas. Estes alunos chamaram a segurança da UFPA, que, ao chegar, tentaram descobrir sem sucesso quem havia pichado as paredes. Ninguém se acusou, mesmo havendo fotos e filmagens. A segurança decidiu registrar a ocorrência sem nomes e deu por encerrado o assunto no momento.
Tal manifestação, extremamente infeliz, egoísta e inconsequente por parte daqueles que picharam, gerou, na noite de ontem (28), revolta de centenas de alunos, ex-alunos, servidores e professores nos grupos de WhatsApp e nas redes sociais.
A atual gestão do CADEL corrobora, através desta, o sentimento de revolta e decepção pela depredação do patrimônio público. Foi um ato egoísta, uma vez que a organização do evento não pensou nos mais de mil alunos que estudam ali e que de forma alguma concordam com tal prática; infeliz, pois não acreditamos que seja pichando um prédio PÚBLICO, que irá se mostrar ao mundo que ele é preconceituoso, machista, homofóbico, misógino etc., quiçá com frases baixas e imorais uma vez que por ali passam crianças, pessoas de idade etc., na verdade, é, no mínimo, incoerente pregar a diversidade, tendo práticas impositórias - não há real necessidade para isso; e inconsequente, uma vez que não pensou na má repercussão que isto geraria para o Movimento, para os alunos que ali estudam, para a FAD e para as minorias, sim, para as minorias, pois práticas assim asseveram ainda mais a intolerância.
Ficamos ainda incisivamente indignados, pois estamos enfrentando um processo diário na Prefeitura do Campus e na Reitoria para melhorias em nosso Bloco. Foi uma completa falta de respeito com nosso trabalho, com o da prefeitura e com o bem estar dos alunos. Por isso, repudiamos as pichações ali feitas e a forma que foram dadas, convidando assim a organização do evento a reparar os danos e transtornos causados, promovendo a limpeza e remoção das frases das paredes do Bloco até o final de semana que vem (05/02), reconhecendo seu erro, mostrando humildade - a fim de reconquistar a confiança dos discentes no Movimento (que, embora não tenha sido todas as pessoas da organização do evento ali presentes que picharam, estes não fizeram nada para impedir, como o simples fato de tirar a lata de spray da mão de alguém, tendo, a nosso ver, responsabilidade solidária) e ressarcindo o erário, uma vez que a FAD é de todos, o que deveria ser levado em conta antes de tais atos arbitrários.
A tolerância é uma forma de respeito social, mas jamais pode ser usada como justificativa para práticas que violem os direitos de outras pessoas por simples atos de vontade.
É o posicionamento do CADEL, apoiado pelo Conselho dos Representantes de Turma, representante eleito dos discentes da Faculdade de Direito da UFPA.
Centro Acadêmico de Direito “Edson Luís”

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