04 junho 2017

04 de junho, uma data não-comemorativa internacionalmente

Desde o ano de 1982, com uma Resolução da ONU (A/RES/ES-7/8), o dia quatro (04) de junho é considerado o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão. Uma data nada comemorativa e entristecedora. Esta data marca o quão cruel tem se tornado a sociedade, pois, foi necessário um dia para o mundo lembrar que pelo globo terrestre todos os dias crianças são agredidas das mais diferentes e truculentas formas – violências físicas, morais, psicológicas, sexuais etc. – e, muitas vezes, não recebem a devida assistência. 
É um dia para que se pense no quão danoso está se tornando a conjuntura mundial. Para além disto, o quão antigo é esta mazela social generalizada na humanidade como um todo. Se parar-se para ler e ver noticiários relacionados às atuais guerras que estão se dando hodiernamente ver-se-á que as vítimas mais vulneráveis dos resultados bélicos são as crianças que, por desventura, têm suas infâncias cerceadas em prol dos interesses militares e políticos que circundam os conflitos instaurados. 
O dia 04 de junho é um dia de vergonha global; é um dia para todos baixarem suas cabeças e reconhecerem que apesar dos esforços múltiplos por todos os 360 graus do planeta o desrespeito aos Direitos Humanos e à integridade de todas as crianças não têm mostrado eficácia, lato sensu; é um dia para refletir se realmente se tem feito tudo o que está ao alcance para garantir a dignidade da pessoa humana desde o nascimento. 
O Centro Acadêmico de Direito Edson Luís (CADEL) se mostra solidário a luta contra quaisquer formas de violações e violências contra crianças (bem como qualquer outro ser). As vulnerabilidades existentes no corpo e na mente infantil têm sido utilizadas para finalidades atípicas e degradantes tanto à vítima – marcada expressamente pelos atos de abuso e agressão – como para quem comete, pois, imbuído de sentimentos ruins tem atitudes danosas a sociedade como um todo e com isso se exclui do coletivo. Agredir crianças é crime – vide ECA – se presenciar ou souber de algum fato já ocorrido denuncie. Não se pode deixar impune tais tipos de crimes.

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