13 maio 2018

13 de Maio- Mães negras, Mães de santo


Odoyá, iemanjá; saluba nanã
Eparrei oyá
Orayê yê o, oxum
Oba xi obá


Mães negras, Mães de Santo... essas mulheres que são matriarcas de tantas famílias de descendentes de escravos, sofrem com a dor diária de serem perseguidas por sua crença e por sua cor. Em 13 de Maio de 1888 foi proclamada a Abolição da Escravatura, mas elas continuaram vivendo em um cativeiro social, rechaçadas da sociedade com seus cultos de matriz afro, chamadas de “Filhas do Demônio”, tiveram que se esconder de seus algozes e, mesmo depois de um século, outros algozes continuam a fazer as mesmas coisas com essas mulheres. 
Mãe Menininha do Gantois, Tia Ciata, Mãe Stella de Oxóssi, entre tantas outras que ajudaram a criar a cultura, os costumes e fomentar o que é o Brasil de hoje, estão sendo apagadas da história e demonizadas. De nada valeu a Lei Aurea e a Constituição Federal, que são, frente a tudo isso, pedaços de papel com palavras bonitas, quando o que precisamos é de ações efetivas, em uma sociedade ainda arraigada de preconceito racial (Mesmo após tentarem infundir em nós o mito da “Democracia Racial”) e da intolerância religiosa. 
Nesse 13 de Maio, dia das mães, pedimos reverência e proteção a essas mulheres e seus filhos. Que a sua cor e as suas crenças sejam respeitados. 

Axé Nkenda! É o pedido do Centro Acadêmico de Direito Edson Luís.

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