11 setembro 2018

ATENDIMENTO PSICOLÓGICO GRATUITO


O Setembro Amarelo é uma campanha de saúde pública brasileira criada em 2015 pelo Conselho Federal de Medicina em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) tendo em vista a conscientização da sociedade frente à importância da prevenção do suicídio, na qual esforços são realizados para estabelecer uma comunicação que salva vidas por meio ações de valorização dessa.
Todos os anos, em meio a nossa sociedade contemporânea que exige cada vez mais do indivíduo, tanto fisicamente como psicologicamente, cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio no mundo, segundo dados da OMS. Tal cifra numérica tem ocorrência percentual elevada nas faixas etárias jovem e idosa e conta com a sua maioria composta por homens. As taxas entre comunidades vulneráveis como a lgbtqia, indígenas e quilombolas tendem, também, a ser maiores do que a média nacional, evidenciando que o peso da pressão social e do isolamento sistemático de uma parcela da população interfere decisivamente no número de casos registrados.
Entretanto, o suicídio é um fenômeno complexo que afeta indivíduos de todas as classes sociais, origens, idades e gêneros. Conjuntura, que mesmo tendo enorme abrangência e relevância, ainda é tratada como tabu pela mídia e pela maioria das pessoas que geralmente são expostas a mitos e a uma visão não compatível com a realidade. O sentimento de querer acabar com a própria vida é por vezes insuportável, por conta disso você tem o direito de ser respeitado e levado a sério, de não hesitar em pedir ajuda a entrar em contato com serviços de suporte que serão essenciais para a prevenção do suicídio ou o tratamento de outros fatores possivelmente associados.
Alguns aspectos são considerados como fatores de risco para o suicídio como: transtornos mentais, alcoolismo, traumas e perdas recentes. Não há forma exata de detectar uma crise suicida, visto que não é recomendável analisar espectros de maneira isolada nem generalizar casos que devem ser tratados de maneira individualizada e humanitária. No entanto, é necessário ficar atento a certos sinais pois, mesmo não se tratando de uma fórmula exata, uma pessoa em sofrimento tende a chamar a atenção de familiares e amigos próximos e em geral cabendo a terceiros reconhecer condutas alarmantes, levá-las a sério e oferecerem apoio que ajudam a prevenir o ato.
A sua vida importa. Ela é preciosa e deve ser preservada e vivida com dignidade. Se você se identifica com o texto, não hesite em pedir ajuda a amigos, familiares e principalmente profissionais.

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