02 setembro 2018

Setembro Amarelo




Um dos maiores problemas da vida contemporânea, os distúrbios mentais são cada vez mais recorrentes na sociedade, principalmente os que estão relacionados à ansiedade e à depressão. Grande parte das pessoas com as quais convivemos fizeram ou fazem, em algum momento da sua vida, uso de remédios para controlar o humor, manter a concentração ou regular o sono. Contudo, existem casos em que a luta e a dor diária se tornam tão insuportáveis que chegam ao ponto de se tirar a vida.
Segundo a OMS, são cerca de 800 mil suicídios por ano no mundo, no Brasil, a cada 100 mil pessoas, 6 se suicidam. O peso da pressão social, a demanda por resultados e por respostas no ritmo alucinante ao qual estamos expostos cada vez mais cobra seu preço. 
Nas universidades a realidade não é diferente, seja na graduação ou na pós, os relatos de docentes e discentes deprimidos e frustados já é comum. Com a cobrança por boas notas, por artigos escritos, por publicações, por resultados, por excelência, por sair da faculdade não só com a carteira da ordem, mas já empregado e decidido sobre o que se quer ser quando crescer, nos isolamos do mundo e nos sentimos preparados para tudo, menos para nossas emoções. A passagem da juventude para a vida adulta demanda respostas e atitudes rápidas, a sociedade exige que sejamos bem sucedidos e a pressão para que se cumpram essas metas, às vezes, parece grande demais para se carregar nos ombros. Não se pode sentir, não se pode errar, não se pode tentar, experimentar ou conhecer, o tempo está passando e a pressão só aumenta.
Ciente de todos esses problemas, a OMS criou o setembro amarelo, mês dedicado a debater essa questão na sociedade, conscientizar pessoas e governos sobre o quão é importante buscar ajuda e tratamento para as doenças mentais e problemas psicológicos. Assim, o Centro Acadêmico de Direito Edson Luís não poderia deixar de apoiar essa causa e, por isso, durante todo o mês de setembro serão realizadas campanhas de conscientização, rodas de diálogo e atividades que estimulem o melhor o conhecimento sobre a causa e informações sobre como buscar ajuda.

Tudo bem não se sentir bem, não há nada de errado nisso, tudo bem errar ou não corresponder as expectativas, se você se sente deprimido fale, busque ajuda. Se você percebe mudanças no comportamento de uma pessoa próxima, escute, pergunte como está, um gesto simples já muda o dia de uma pessoa e salva vidas.

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