07 junho 2020

Nota contra a repressão policial

Não nos intimidarão!

Ocorreram hoje, em todo o Brasil, manifestações contra o racismo e extermínio da população negra, contra o (des)governo de Jair Messias Bolsonaro, reflexo de seu desprezo aos princípios democráticos, e pela saúde de milhares de brasileiros e brasileiras, sobretudo dos moradores das periferias brasileiras, que estão ainda mais vulneráveis aos efeitos da pandemia em meio às más decisões de Bolsonaro.

No Estado do Pará, a Polícia Militar, sob comando do Governador Hélder Barbalho, agiu de forma violenta e repressiva contra os manifestantes, em sua ampla maioria de jovens negros. Em mais uma semana marcada por protestos em defesa de vidas negras, a truculência com a qual os manifestantes foram tratados apresenta-se como mais uma faceta do racismo.

É inegável que o racismo estrutural, reproduzido pela ação policial e dos demais órgãos de estado, escancarou, mais uma vez, a necessidade da conscientização e da luta antirracista no nosso país.

É necessário que seja ressaltado, prisão arbitrária e violência policial contra os manifestantes são características fundamentais para a descaracterização dos movimentos que lutam pela democracia e pelos direitos fundamentais, e existem, sobretudo, em governos ditatoriais.

Historicamente, entidades de representação estudantil caminharam junto a outros movimentos em defesa da democracia e na linha de frente do
combate a toda forma de repressão. Nesta manhã, o Centro Acadêmico de Direito Edson Luís auxiliou, em face das apreensões arbitrárias, o contato com órgãos de defesa dos direitos humanos para auxílio jurídico prestado aos manifestantes.

Não há democracia com repressão, não há sociedade igualitária onde se reproduz racismo. O combate a toda forma de discriminação e atentados à democracia é a nossa luta e não pararemos até que estejamos em uma sociedade efetivamente justa e igualitária.

RESISTIREMOS!

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