31 julho 2020

Dia internacional da mulher negra, latino americana e caribenha

Em 25 de julho de 1992, ocorreu na República Dominicana o primeiro Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, data instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) como Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha.

No Brasil, este dia foi declarado como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, por meio da Lei 2.987, de 2 de junho de 2014, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff.

Uma das maiores líderes brasileiras, Tereza de Benguela foi estrategista militar e dirigente política, rainha quilombola e chefe do Quilombo de Quariterê, localizado no Mato Grosso durante o século XVIII. Ela mantinha um sistema de troca de armas com os brancos e comandava toda a administração, economia e política do quilombo, que desenvolvia agricultura, forja e comercialização de tecidos e alimentos excedentes. Governava com estrutura semelhante à de um parlamento, com deputados, um conselheiro, reuniões e uma sede, como atestam documentos da época, como os “Anais de Vila Bela”. O Quilombo de Quariterê existiu de 1730 a 1795, e a liderança de Benguela até 1770, quando foi presa e morta pelo Estado.

Rememoramos a luta e a história de Tereza de Benguela na batalha por direitos, principalmente pelo direito à liberdade e ao território, com legado que permanece nos dias atuais e continua sendo batalhado e reivindicado pelos movimentos quilombolas, negros e de mulheres negras.

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